Entrevista completa com nosso prefeito Dr. José Eduardo sobre a ação do fim de semana na Ponte do Rio Turvo

Entrevista completa com nosso prefeito Dr. José Eduardo sobre a ação do fim de semana na Ponte do Rio Turvo

Em conversa com prefeito de Capitólio Dr. José Eduardo Terra Vallory, nesta sexta-feira, dia  01/02/2019, sobre a ação que ocorreu na Ponte do Turvo e nos Cânions,  explicando o que ocorreu de fato sobre a fiscalização e apreensão das mercadorias das barracas que ali se encontravam:

“ O que a gente tem a falar sobre isso é o seguinte: já há algum tempo desde que o crescimento do Turismo, particularmente nesses dois pontos Mirante dos Cânions e Ponte do Rio Turvo, começou a ter um crescimento enorme na procura pelos turistas, naturalmente começaram a chegar nestes locais algumas barraquinhas, inicialmente barraquinhas vendendo um produto, com queijo e um artesanato, enfim, qualquer outro produto. E atualmente, a situação que há um tempo a gente vem assistindo naquela região, foi um crescimento também desordenado em grande número de barracas de todo tipo e o que mais estava nos preocupando há algum tempo era a situação das barracas que manipulavam, que processavam alimentos, isso é, que fazia um sanduíche, que fritava um pastel, que fazia um churrasquinho… enfim, aquele que que manipula alimento, e isso todos nós víamos claramente a completa inadequação, de um local sem banheiro, sem estrutura sanitária nenhuma, sem água adequada… Como que essas pessoas podiam manipular com condições esses alimentos? Então era uma cobrança natural que nós tínhamos de agir e nós agimos.

Por três vezes, nós fomos com a fiscalização da Vigilância Sanitária Municipal lá, fomos com a fiscalização de tributos, para ver a questão de alvará das pessoas se regularizarem e em uma dessas vezes, resultou até em uma vinda de alguns barraqueiros e naquela época falamos que essa situação é irregular, é ilegal, não é adequada e não atende, ao mínimo de organização para que isso funcione num local de grande importância para o turismo de nossa cidade.

Falei que tínhamos intenção de construir um Balneário em um espaço Municipal em que iríamos desapropriar, e que neste local quando conseguíssemos efetivá-lo, ali teria a oportunidade de alguns participarem de um processo licitatório, de uma concessão e ali instalarem suas barraquinhas, mas, de maneira organizada, com padrão, com higiene, com toda a qualidade necessária para a gente atender aos moradores de nossa região e os turistas.

Bem, apesar de termos, naquela época, notificado a todos eles, feito por três vezes essa visita, nenhum, aliás, para não falar mentira, um apenas procurou, mas não deu segmento. Nenhum outro barraqueiro, ambulante que estava ali, procurou a prefeitura minimamente, para ver a sua condição de regularização e permanência naquele local.

Ora, depois de todo esse tempo recebendo inúmeras reclamações de visitantes, de turistas que passavam lá, alguns que chegaram, inadvertidamente, a consumir algum alimento e passaram mal, outros vendo aquela coisa bagunçada, feia, ruim, do jeito que estava organizado ali, todos os turistas quando faziam comentários, reclamaram dessa situação.

E o que aconteceu agora? O Ministério Público recebeu algumas denúncias de turistas, sobre essa situação, fomos provocados e naturalmente não tínhamos mais como agora, simplesmente, chegar lá e notificar. Nós agora tínhamos que agir!

A partir dessa denúncia, a Vigilância Sanitária de Passos, que pertence ao Estado, nos procurou e cobrou que fizéssemos agora uma ação mais efetiva em relação a isto. E assim, nós fizemos, uma parceria da Vigilância Sanitária Estadual, com a nossa Vigilância Municipal, a Polícia Militar e a ferroviário, o DER, enfim, todos os órgãos de estado públicos envolvidos na questão, se juntaram e fizeram esta ação.

Nós não temos interesse nenhum, em prejudicar aquela pessoa que trabalha e quer buscar o seu sustento. Agora, eles também têm que entender que, não é possível, não é admissível mais, que eles continuem a operar, ocupando, uma área que, não é autorizada para tal, eles ocupam uma área, principalmente, a área pública do Estado, nas margens da rodovia, com todo o risco que isso oferece, além da ilegalidade dessa ocupação. Ele tá invadindo uma área pública do Estado, que pertence ao DER; segundo: Nenhum deles buscou prefeitura para tirar um alvará como ambulante, que é o normal, quando essa atividade é prevista, mas, ela tem que ter regra. A pessoa tem que obedecer, como qualquer outra que vem aqui na sede do município. Ele pede um alvará para estabelecer aquela atividade ambulante dele ali naquele período; e terceiro: Quando se manipula alimento, tem que ter o Alvará Sanitário, que é a garantia de uma condição mínima de processamento e no oferecimento ao cidadão.

Nós agimos por isso! A ação, era realmente, no sentido de acabar com aquela ocupação desordenada, irregular, ilegal, porque nós somos cobrados! Eu quero que as pessoas tenham oportunidade de trabalhar, mas, eu entendo que nós temos que buscar em Capitólio, como em qualquer lugar, uma condição de trabalho, mas, correta, legal, com segurança, com qualidade, principalmente, nós que dependemos dessa atividade relacionada a esse comércio, que é o turismo.

Quando um turista chega aqui e vê, aquela situação, confusa, caótica, ruim, com lixo…enfim, tudo aquilo que todos nós vemos ali nesses dois locais, ele sai com uma impressão ruim, ele sai com uma imagem da região, dos nossos atrativos, contaminada.

A atividade turística é fundamental, para vida de toda cidade e nós não podemos deixar que o interesse e a falta de compreensão de alguns em relação a essa situação, contamine a nossa atividade econômica como um todo. Por isso agimos!

Nós ainda tivemos o cuidado de avisar. A blitz seria na parte da tarde, então, passamos de manhã avisando, que a partir de hoje, todas as semanas, o município fará, blitz fiscalizatória aqui na região e iremos estar recolhendo material de comercialização que não esteja regular, a partir de agora e começa hoje.

Infelizmente, todas as tentativas de buscar que eles se regularizassem, se organizassem foram feitas e não fomos atendidos, então essa foi a situação que aconteceu nesta sexta e posso falar para todos com clareza, que a partir de agora, estaremos fazendo isso regularmente. Não podemos mais aceitar uma situação como essa, que vemos ali.

Uma situação de risco à saúde!

Tem hora que temos que tomar medidas mais duras, mais drásticas, não gostamos disso, não queremos impedir ninguém de trabalhar, o contrário, queremos que todos tenham oportunidades e em Capitólio tem oportunidades, mas não de maneira inadequada, queremos que todos sigam as regras.

Chegamos ao nosso limite, se nós não agirmos, o município e o estado, em relação a essa situação, a responsabilidade, a culpa é nossa, então, estaremos sim, executando, periodicamente, com o menor prazo, pretendemos uma vez por semana, praticar essas ações.

As pessoas terão que entender o recado que estamos dando agora: Ou se regularizam, aqueles que podem, que tenham condição e querem trabalhar legalmente e com qualidade, tudo bem! Agora, aquele que não se adequar, vai estar fora.

A nossa ação, daqui para frente, é de agir, é concreta! Então iremos estar apreendendo mercadorias das pessoas que estiverem infelizmente tentando desobedecer ou não respeitar a essa condição mínima para que todos possam trabalhar!

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