Queijo canastra tradicional receberá identificação que permite rastreabilidade e segurança alimentar

Queijo canastra tradicional receberá identificação que permite rastreabilidade e segurança alimentar

A Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan) em São Roque de Minas, localizada na região Centro-Oeste do Estado, começa a distribuir nesta semana os primeiros lotes de queijos produzidos com a etiqueta de caseína. Importada da França para o Brasil, a identificação tem o intuito de combater a falsificação do queijo canastra tradicional.

Mais de 246 mil itens da etiqueta, que é derivada de uma proteína do leite, foram trazidos na primeira remessa para o país. A marca também é composta por oito dígitos dos quais os três primeiros identificam o produtor do queijo e o restante o próprio produto, permitindo que o consumidor saiba a procedência e o dia em que a peça foi fabricada.

Para ter acesso a etiqueta, o produtor precisa atender as condições que caracterizam a produção tradicional do queijo canastra, além das questões de segurança alimentar. Dos cerca de 54 associados da Aprocan, atualmente 23 atendem aos critérios e o restante estão em etapas de adequação, conforme informou o diretor técnico da associação, Paulo Henrique de Matos Almeida.

Os estudos para implementação da ferramenta até a chegada ao Brasil duraram três anos e passou desde da homologação até os trâmites legais junto ao Ministério da Agricultura e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo Almeida.

Etiqueta contém códigos que permitem identificação — Foto: Paulo Henrique de Matos Almeira/Aprocan

Etiqueta contém códigos que permitem identificação — Foto: Paulo Henrique de Matos Almeira/Aprocan

“Num primeiro momento fizemos um levantamento com quatro opções, mas a etiqueta de caseína foi a mais indicada porque tem custo menos elevado, por ser proteína derivada do leite. Além disso ela não afeta sabor e odor, e ainda vai no próprio queijo, então não tem como falsificar, uma vez que ela é importada da França e as empresas produtoras são corresponsáveis pela devida utilização desse produto” disse.

A etiqueta de caseína será repassada por cerca de R$ 1, de acordo com a variação de câmbio, a unidade para os produtores, conforme estabelecido em assembleia.

“Essa diferença será utilizada para o custeio de ações de apoio que a associação desenvolve em prol dos associados, a exemplo de pesquisas, participação em feiras, entre outros. O retorno é principalmente conseguir criar um diferencial claro e explícito que é o queijo da canastra com indicação de procedência, um queijo com rastreabilidade, com segurança alimentar, diferente das falsificações que a gente encontra no mercado” explicou o diretor técnico.

Em média são produzidos 394.000 kg de queijo canastra ao ano pelos 23 produtores que tem a etiqueta. Na canastra como um todo, são seis milhões de quilos produzidos ao ano.

Fonte: G1

Compartilhar este post